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Dom Aurélio Granada Escudeiro

Dom Aurélio Granada Escudeiro

Faleceu em Ponta Delgada a 28 de agosto de 2012, aos 92 anos de idade, Sua Excelência Reverendíssima Dom Aurélio Granada Escudeiro, 37.º Bispo de Angra e cidadão honorário da cidade de Angra do Heroísmo.

Nasceu a 19 de maio de 1920, em Alcains. Fez os seus estudos nos Seminários de Gavião, Alcains e Olivais, vindo a exercer, ainda antes de ordenado, o professorado no Seminário de Gavião.

Recebeu a Sagrada Ordenação de Presbítero em 17 de janeiro de 1943, aos 22 anos de idade. Celebrou a sua primeira missa em Alcains, a 24 de janeiro de 1943.

Num período de 20 anos, a sua ação foi multifacetada, quer como pároco em Gavião (1943–1944) e Ortiga, Mação (1944–1948), quer como professor de Religião no Liceu de Castelo Branco (1948–1952) e em outros dois colégios, quer ainda, e principalmente, como grande impulsionador da obra da Ação Católica.

Em 18 de março de 1974, aos 53 anos de idade, foi nomeado Bispo Coadjutor de Angra, com o título de Drusiliana, por Sua Santidade o Papa Paulo VI, tendo recebido a Sagrada Ordenação Episcopal como bispo em 26 de maio de 1974, aos 54 anos, das mãos dD. António Ribeiro, Patriarca de Lisboa.

Em 30 de junho de 1979, aos 59 anos, foi nomeado Bispo de Angra, tomando posse a 20 de agosto de 1979. A bula de preconização foi emanada pelo Papa João Paulo II. Resignou em 9 de abril de 1996, aos 75 anos de idade.

Dom Aurélio Granada Escudeiro foi grande impulsionador do culto do Senhor Santo Cristo dos Milagres, tendo, para o efeito, convidado bispos e cardeais de diversas partes do mundo para presidirem às festas micaelenses. Mandou também que se preparasse a introdução do processo de beatificação da Veneranda Madre Teresa d’Anunciada, de que obteve da Conferência Episcopal Portuguesa o nihil obstat.

Foi um bispo que deu igualmente atenção especial aos romeiros. Foi da sua responsabilidade a vinda do Papa João Paulo II, em abril de 1991, às ilhas Terceira e São Miguel. O Prelado acompanhou todo o processo de reconstrução do sismo de 1 de janeiro de 1980, que atingiu as ilhas Terceira, Graciosa e São Jorge, exigindo um enorme esforço de recuperação das igrejas e outros bens eclesiásticos, sendo a Sé Catedral  gravemente atingida reaberta ao culto em 1985, em cerimónia presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro.

A 30 de junho de 1996, Dom Aurélio Escudeiro foi sucedido na Diocese de Angra por D. António de Sousa Braga, fixando residência em Alcains.

A 29 de junho de 2009 recebeu a Medalha de Mérito Municipal da Câmara de Ponta Delgada, cidade onde fixou residência em maio de 2011.

O corpo esteve em câmara ardente na Igreja de São José, em Ponta Delgada. As exéquias fúnebres foram presididas por D. Augusto César, Bispo Emérito de Portalegre. O funeral realizou-se na ilha Terceira, onde as cerimónias foram presididas por D. António Sousa Braga, na Sé Catedral, seguindo para jazigo no cemitério do Livramento, em Angra do Heroísmo.