Rodrigo Álvares Pereira
Nasceu a 10 de Junho de 1891 na freguesia da Sé, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Integrou o antigo Regimento de Infantaria 26, da guarnição de Ponta Delgada, e a Bateria Independente de Metralhadoras, da mesma unidade, tendo sido chefe do Distrito de Recrutamento e Mobilização nº 18. Prestou serviços durante muitos anos nos Serviços Cartográficos do Exército e foi 2.º comandante e, posteriormente, 1.º comandante interino da Escola Prática de Infantaria, em Mafra. Desempenhou ainda funções de direção como diretor do Colégio Militar, comandante distrital da Legião Portuguesa em Beja e, posteriormente, em Ponta Delgada, a convite do General Craveiro Lopes. Foi também presidente da Junta Geral do Distrito e da Comissão Distrital de Assistência de Ponta Delgada.
Como historiador, colaborou nos jornais “Diário dos Açores” e “Correio dos Açores”, destacando-se pela defesa da memória e património regional. Publicou diversos estudos militares e históricos, incluindo o artigo Monumentos Histórico-Militares Micaelenses (1947), no qual alertou para a preservação do Forte de São Brás e a criação de um museu militar, proposta que mais tarde se concretizou com a criação do Museu Militar dos Açores, mantendo viva a história militar da região. Contribuiu também com estudos sobre fortificações micaelenses, sendo referência para pesquisas posteriores sobre a defesa estratégica dos Açores.
Foi condecorado membro da Ordem Militar de Avis, com as insígnias de Oficial em 1929 e de Comendador em 1944, ambas durante a presidência de António Óscar Carmona.
O seu funeral realizou-se pelas 18 horas do dia 11 de junho, da sua residência na freguesia de São José, em Ponta Delgada, para o cemitério de São Joaquim.

