Coronel João Moniz da Ponte Júnior
Faleceu a 16 de janeiro de 1973, aos 81 anos de idade, na sua residência em Ponta Delgada, o Coronel João Moniz da Ponte Júnior, casado com Antonieta Cardoso Moniz da Ponte.
Nasceu a 30 de outubro de 1891, na freguesia das Capelas, concelho de Ponta Delgada, tendo ingressado na antiga Escola do Exército. Durante a Primeira Guerra Mundial, seguiu para a França integrado no Corpo Expedicionário Português, onde prestou serviço militar com distinção. No posto de tenente, foi comandante da Companhia da Guarda Fiscal, aquartelada em Ponta Delgada. Após o movimento de 28 de maio de 1926, assumiu o cargo de Adjunto do Delegado Especial do Governo da República nos Açores, Coronel Feliciano António da Silva Leal, e desempenhou funções como vereador do Município de Ponta Delgada.
Em 1936, quando se constituiu a Legião Portuguesa, assumiu, no posto de capitão, a responsabilidade de Comandante Distrital, dedicando grande empenho à propaganda e organização daquele corpo militarizado. Durante a Segunda Guerra Mundial, integrando o posto de major, fez parte das forças concentradas na ilha de São Miguel, exercendo funções de especial confiança no Quartel-General do Comando Militar dos Açores.
De 1946 a 1947, no posto de tenente-coronel, comandou o Batalhão de Infantaria 18, mobilizado em Ponta Delgada e expedicionário para Angola, onde exerceu funções de liderança militar e administrativa, contribuindo para a organização e gestão da presença portuguesa naquele território. No mesmo período, assumiu também o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Nova Lisboa, em Angola, reforçando seu papel enquanto figura de destaque nos âmbitos militar e administrativo.
Transitoriamente, foi ainda Comandante Militar dos Açores. Após passar à reserva, no posto de coronel, foi Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa em Ponta Delgada, continuando a servir a comunidade com dedicação e sentido de responsabilidade.
Era membro da Ordem Militar de Avis, tendo sido condecorado, durante a presidência de António Óscar Carmona, com as insígnias de Oficial e de Grande-Oficial.
O seu funeral teve lugar da casa da sua residência para o cemitério de São Joaquim, onde foi celebrada missa de corpo presente na capela do referido cemitério

