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Padre Eugénio Rita

Homenagem ao Padre Eugénio Rita | Memória e Legado | Funerária FerreiraFaleceu a 12 de Setembro de 1983, na Clínica do Bom Jesus em Ponta Delgada, aos 68 anos de idade, o Padre Eugénio Coelho de Rita, uma das mais virtuosas figuras do clero açoriano.

Nasceu a 31 de Janeiro de 1915, na Ilha do Corvo, e foi ordenado padre a 16 de junho de 1940, celebrando a sua primeira missa na Paróquia de Nossa Senhora dos Milagres, no Corvo, a 14 de julho de 1940. Nesse mesmo ano foi nomeado pároco interino na Matriz das Lajes das Flores, transitando depois para a freguesia da Lomba, onde esteve nos anos de 1941 e 1942. Em setembro de 1942 regressou ao Corvo, sendo nomeado Vigário Ecónomo da paróquia em 30 de Junho de 1954, cargo que exerceu como pároco por mais de quarenta anos.

Como sacerdote, foi sempre cumpridor das orientações da hierarquia e das doutrinas religiosas que se orgulhava de ensinar e de projectar onde quer que estivesse. Era um homem muito respeitado, inteligente, culto e um excelente orador, embora limitado ao meio em que durante muitos anos viveu, a pequena e isolada ilha do Corvo, que servia com imenso orgulho.

Devido à popularidade que gozava na ilha do Corvo e aos muitos conhecimentos que a experiência de viver nela lhe proporcionava, era muito solicitado a socorrer casos de doenças e acidentes primários, sobretudo quando ali não existia médico residente, situação que no seu tempo se verificou em muitas ocasiões. Ele próprio possuía em sua casa sempre um bom sortido de medicamentos com que servia os corvinos, que quando aflitos o procuravam por motivos de saúde numa ilha onde não existia nesse tempo qualquer tipo de Farmácia. Foi também uma referência de apoio social e humano em processos de emigração, sendo procurado por famílias corvinas que se deslocavam para a América e o Canadá.

Era muito prestável e amigo de servir as pessoas, quer fossem corvinas, quer fossem forasteiras, tentando sempre dar uma boa imagem da ilha que o viu nascer, defendendo-a e publicitando-a com muito orgulho. Foi também, de certa forma, o diplomata do Corvo, sendo um dos corvinos mais conhecidos no exterior.

Em 1983, foi condecorado pelo Presidente da República Ramalho Eanes, com o grau de Grande Oficial da Ordem de Mérito, e em 2009 recebeu do Governo Regional dos Açores, a título póstumo, a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico. O seu nome integra também a toponímia da vila do Corvo, com a designação Rua Padre Eugénio Coelho de Rita, reconhecimento duradouro da sua importância social e pastoral para a comunidade local.

O seu funeral realizou-se após missa na Igreja Matriz de Ponta Delgada, seguindo para o Cemitério Municipal de São Joaquim onde foi sepultado.